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"Engolimos de uma vez a mentira que nos adula e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga." Denis Diderot

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu estou aqui...

"Jesus Cristo, Jesus Cristo
Jesus Cristo eu estou aqui..."
(Jesus Cristo - Roberto e Erasmo)


Em Jerusalém, Roberto Carlos visita o Muro das Lamentações

Cantor gravou cenas para o especial que a TV Globo exibe no sábado (10). Rei esteve ainda no Jardim Arqueológico de Ha'Ofel, também na cidade.

 * Henrique Porto

O cantor Roberto Carlos visitou neste domingo (4) a esplanada do Muro das Lamentações, na Cidade Antiga de Jerusalém, em Israel. O lugar é considerado um dos mais sagrados para o judaísmo e um dos que mais atrai peregrinos no país.
O cantor, que faz show na cidade na próxima quarta (7), chegou à esplanada de carro e permaneceu no local por aproximadamente 15 minutos. Sob forte calor, aproximou-se do muro usando um quipá - pequeno chapéu obrigatório para todo judeu ortodoxo - e orou em silêncio com as duas mãos apoiadas nas pedras. O momento foi registrado pela equipe do diretor Jayme Monjardim, que prepara um especial sobre a passagem de Roberto pela Terra Santa. O programa será exibido no sábado (10), logo após a novela "Fina Estampa".
Quando deixava o lugar, Roberto teve um rápido encontro com Shmuel Rabinovitch, rabino responsável pelo Muro das Lamentações. Rabinovitch cumprimentou o Rei, o desejou sorte e disse que pessoas como ele receberam um "dom de Deus". O Rei agradeceu e declarou: "Estou muito emocionado".
Pouco antes da visita ao muro, Roberto também gravou cenas no Jardim Arqueológico de Ha'Ofel, localizado ao lada da esplanada.
"Cada lugar que a gente passa tem uma história e uma energia diferente. Ele já estava preparado para vir aqui, já sabe o que representa o muro. Acho que o momento dele agora é muito mais de sentir. A gente discute muito isso em cena. Digo sempre para ele respirar esse ar, e isso passa para as pessoas no vídeo", disse o diretor Jayme Monjardim ao final das gravações deste domingo.
Fonte: G1
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/09/em-jerusalem-roberto-carlos-visita-o-muro-das-lamentacoes.html
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Dica:


Para ver as meninas...



(...) Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
 
Um samba sobre o infinito
(Para Ver As Meninas 
- Paulinho da Viola)

Danny Nascimento
& Vânia Simião
Dia 10/Setembro - Sábado
A partir da 21h
Fornalha Pizzaria e Sorveteria
O melhor da música: MPB, Pop Rock e Romântica

* Destaque do cartaz no final da página

domingo, 4 de setembro de 2011

Merece um abacaxi (A Globo)

“Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos!
Não sou da nação dos condenados!
Não sou do sertão dos ofendidos!
Você sabe bem:
Conheço o meu lugar!”
(Conheço o Meu Lugar – Belchior)


Globo não autoriza Russo a participar de homenagem

ELISANGELA ROXO

Um dos assistentes de palco mais conhecidos do Brasil, Russo, 80, não foi liberado pela Globo para participar do 18º Prêmio Multishow, no qual seria homenageado.
Segundo a assessoria do canal pago, a emissora alegou incompatibilidade de agenda para a presença dele na cerimônia, marcada para acontecer no Rio, na noite de 6 de setembro. O Multishow, canal da Globosat, e a Globo fazem parte do mesmo grupo de comunicação, as Organizações Globo.
Atualmente, Russo --que está há 45 anos na Globo e cujo nome é Antônio Pedro de Souza Silva-- trabalha na montagem do cenário do "Big Brother Brasil 12", que deve estrear em janeiro.
Ele ficou conhecido pela participação no extinto "Cassino do Chacrinha". Também fez parte da equipe do "Domingão do Faustão" e do "Caldeirão do Huck", onde esteve até o início deste ano.
"Fico com saudade do palco agora que só fico no estúdio", contou Russo em entrevista por telefone à Folha na tarde de quinta-feira.
A homenagem foi programada pelo Multishow porque a edição deste ano do prêmio, apresentada pelo comediante Bruno Mazzeo, será temática sobre produções de auditório. A eterna jurada Elke Maravilha também será homenageada.
Ao saber da presença dela, ele brincou: "A Elke vai estar lá? Que maravilha!". "É a primeira vez que vão me homenagear, antes falavam que era homenagem, mas foi só bate-papo", contou.
Apesar da idade, ele diz não ter intenção de se aposentar. "Vou ficar na Globo até me mandarem embora, se eu parar eu morro."
O diretor do Multishow, Guilherme Zattar, contou que ainda pretende tentar conseguir a liberação da Globo para Russo participar da homenagem.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Globo confirma que não autorizou a ida de Russo à homenagem. A emissora disse que Russo já estava escalado para um compromisso.

Fonte: FOLHA.COM
Imagem: Internet

sábado, 3 de setembro de 2011

"FERA" ferida




PASTEL, ÉRAMOS DOZE

E agora José? A festa acabou / A luz apagou / O povo sumiu / A noite esfriou... /  O dia não veio / O riso não veio / Não veio a utopia / E tudo acabou / E agora José? / José, para onde?
Pois é, meu amigo José Arivan de Azevedo, Pastel, esse trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade musicado pelo cantor Paulo Diniz é a pergunta que a torcida alecrinense, especialmente a torcida FERA (Fieis Esmeraldinos Radicais) se faz nesse momento de dor, tristeza e principalmente saudade. Você partiu precocemente de forma inesperada deixando em todos, um vazio imenso e a impressão que o ano de 2011 não se contentou apenas com a destruição do estádio Machadão e quer também destruir a torcida FERA, pois em menos de um mês levou você e Birinha, dois importantes torcedores que fizeram parte da mais bonita história do futebol do RN naquele estádio. O Machadão que viu essa torcida com sua participação decisiva ganhar 35 troféus como a melhor do Rio Grande do Norte. Estádio onde mais tarde assumiu o “Bar 7”, denominado “Mané Garrincha”, depois batizando-o de “Bar das Torcidas”, pois ali era ponto de encontro de todos os torcedores, que além dos bons papos saboreavam a melhor paçoca de Natal e onde a FERA guardava suas bandeiras, faixas e charanga.
Conheci Pastel em 1977 quando criamos a torcida organizada do Alecrim FC, a FERA. Era um garoto magrinho parecendo um palito, apaixonado pelo Verdão Maravilha, entusiasmado, pintava as faixas e bandeiras da torcida de uma forma empolgante que contagiava a todos. Nessa época trouxe vários amigos torcedores de outros clubes para torcer pelo Alecrim, dentre esses destaco: Marcelino, Beto H, Lavoisier, Zé Ivan, Valério e Poã. Era o mais jovem dos 12 fundadores da FERA que Macedo chamava os 12 apóstolos da esperança e também um dos mais conhecidos, pois participava ativamente dos programas esportivos nas rádios natalenses ao meu lado, Chico e Macedo.  Recordo nossas viagens acompanhando o Alecrim em qualquer lugar não importando se era jogo amistoso ou algum campeonato. Com sua dedicação tornou-se conselheiro, diretor e até vice-presidente do Alecrim ajudando de todas as maneiras, defendendo-o no twitter e às vezes até trabalhando como roupeiro, tamanha era sua paixão pelo clube esmeraldino. Lembro comovido dos primeiros anos da FERA quando íamos comemorar as vitórias do Alecrim no “Bar Macaxeirão” ouvindo músicas de Zé Ramalho, Fagner, Elba Ramalho, Ednardo e Amelhinha. Esse bar pertencia ao senhor Zezé, irmão de Sandra, sua então namorada, com quem casou e gerou dois filhos: Taiane e Eduardo que seguindo seus passos criou a torcida organizada FERA Chopp. Quando sua neta Carol nasceu ele me disse surpreso: Normando, já somos avôs.
Impossível esquecer aquela vitória em Parnamirim quando precisávamos ganhar por uma diferença de 4 gols para não cair para a segunda divisão e você me mostrava cheio de superstição e alegria, uma esperança que havia pousado no alambrado do estádio tenente Luís Gonzaga antes do jogo com o São Gonçalo. Festeiro, era presença certa nas festas do Alecrim FC, do ex aluno do CEFET, no Carnatal e as do rei Roberto Carlos que eu promovia. Tínhamos quatro coisas em comum: o amor pelo Alecrim FC, o nome José, fomos alunos do professor Wilton Costa no Colégio Municipal de Natal e a formação no curso de Geografia da UFRN. Imprevisível e destemido, cursando Geografia, foi professor de Português na cidade de Brejinho.
Pastel, obrigado por tudo e que Deus esteja em sua companhia. E hoje a torcida alecrinense não cantará o hino do Verdão que tantas vezes cantamos juntos e sim a música “Despedida” do rei Roberto Carlos que diz: “Já está chegando a hora de ir, venho aqui me despedir e dizer, em qualquer lugar por onde eu andar, vou lembrar de você, só me resta agora dizer adeus, e depois o meu caminho seguir, o meu coração aqui vou deixar, não ligue se acaso eu chorar, mas agora adeus...”

José Normando Bezerra
Relações Públicas da FERA
Natal/RN

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Além das aparências

“É assim que Deus te vê
 Além das aparências
 Conhece os teus problemas, 
vê a tua dor
 Deus vem me socorrer.”
(“Além das Aparências” –
Beno César / Solange de César)


O LADO HUMANO DO SAUDOSO WILSON SIMONAL


As reportagens sobre artistas quase sempre focalizam dois aspectos: a sua vida amorosa e privada, e a sua riqueza, real ou pressuposta.
No primeiro caso, as publicações escandalosas se fartam no devassar de intimidades, dando dimensões extraordinárias a fatos que seriam corriqueiros na vida do homem comum.
As publicações regulares, em suas colunas especializadas, se fazem mensageiras da cegonha que vai chegar, cupidos de amores nem sempre verdadeiros, arautos da elegância e do bem-vestir, e também profetas agourentos de desquites e separações.
No segundo caso, a prosperidade do artista, quando levada a público através de qualquer meio de comunicação, traz sempre objetivo oculto. Raramente essa prosperidade, muitas vezes vista através de poderosas lupas, é exposta e alardeada com a alegria dos que se sentem bem sabendo alguém vitorioso. Pelo contrário, nas entrelinhas há um travo de despeito, de inveja, de amargor.
Partindo desse princípio, o artista que se tornou um vitorioso, se compra um automóvel ou um apartamento, se procura garantir o futuro, a velhice, e arruma o chamado pé-de-meia, ao público logo se informa a marca do automóvel, o preço, a área do apartamento em todos os seus detalhes e respectivo custo.
Dir-se-á que o artista famoso pertence mais ao público que a si mesmo, e que, por isso, ao público devem ser dadas certas informações. Em termos. Porque a insistência em torno dos muitos milhares ganhos, dos cachês fabulosos, dos contratos astronômicos - na maioria irreais e fermentados, também, pela máquina publicitária - deixa a impressão de que os seus veiculadores são, na realidade, refinados dedos-duros da fiscalização tributária.

O OUTRO LADO
Se o açodamento publicitário em torno da vida privada do artista e de sua prosperidade não tem limites, em contraposição o silêncio sobre os seus atos de bondade e de desprendimento, também é uma constante. Certo que determinados artistas seguem o preceito de fazer o bem sem saber a quem, escondem quanto podem as suas benemerências, não desejam sobre elas qualquer tipo de publicidade. Mas, se esses gestos de beneficência, se essas atitudes raramente encontradas até em indivíduos que já nasceram sob as bênçãos da fortuna, são conhecidas do público, lamentavelmente ninguém bate palmas, ninguém grita ôba!

WILSON SIMONAL
Simonal foi um menino pobre. Deu duro, foi tudo na vida, até cobrador fantasiado de vermelho pelas ruas. Wilson Simonal tornou-se artista famoso e o seu nome lotava estádios. Simonal era um artista caro. Quem o contratava sabia que ia ganhar dinheiro, muito dinheiro. Ele pagava bem ao seu conjunto musical, os Simonautas, constituído de excelentes músicos. Mas, quando se publicava que o cachê de Simonal era de 30.000 cruzeiros, havia  espanto!
O que não se dizia, o que não causava espanto, era que Simonal, sendo um artista caro, era também uma excelente figura humana, apresentando-se sem ganhar um centavo, quando se tratava de cantar para os que precisavam.

No início da década de 70 a Produção do Programa Flávio Cavalcanti (Tv Tupi/RJ) procurou Simonal para fazer um número - um só número.  Ele impôs condições:
- Só se fosse um show de quarenta e cinco minutos, sem interrupção, produzido por sua própria agência, a Simonal Produções. Perguntado quanto iria custar, ele disse: um precinho camarada: 30 mil cruzeiros.
A equipe de produção estremeceu. Não havia essa verba. Estava estourada. Mas aí entrou a Shell. Deu o dinheiro a Flávio Cavalcanti para pagar ao Simonal. Simonal recebeu o dinheiro e devolveu a Flávio Cavalcanti: para a Casa dos Meninos de Petrópolis. Oitenta crianças desvalidas foram beneficiadas por Wilson Simonal.
Os artistas que ganham muito, que ganham bem, que ganham o que realmente merecem, também têm dessas coisas. Mas o silêncio é profundo. Mas Deus acaba sabendo de tudo.

Texto adaptado da Revista O CRUZEIRO, versão digitalizada, publicada originalmente em 15 de Setembro de 1970. 
Adaptaçao do texto: Edvaldo Morais
Imagem: Internet

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nossa intenção



Sol de Primavera
(Beto Guedes e Ronaldo Bastos)

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...


Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...


Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...


Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...