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"Engolimos de uma vez a mentira que nos adula e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga." Denis Diderot

quinta-feira, 22 de março de 2012

Hoje... e sempre




Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...

(Planeta Água - Guilherme Arantes)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Só uma palavra me devora

Cícero, Willian e Ilton 
(em evento do Goto Seco)

O mar e a lua

O mar, a lua, eu e você
Eu, você, o mar e a lua
O mar, você, a lua e eu
A lua, o mar, eu e você
Todos juntos numa coisa só
Na mais perfeita representação da natureza

O que seria do amor sem o mar?
O que seria do mar sem o amor?
O que seria do meu amor sem as ondas do mar?
Que com seus vai-e-vem embriagantes
Levam meus poemas apaixonantes
Para a bela e solitária sereia
Que se esconde nos meandros
Dos parrachos de Maracajaú

O mar me alimenta
Não de peixes, mas de vida
Com sua imensidão, dilui minhas tristezas
E me fortalece com as energias do bem
Do além, além-mar

Tristes os que não contemplam o mar
Na simplicidade de suas marolas
Ou na imensidão dos tsunamis
Ma agora eu decreto: que todos amem
Amem o mar
O mar e a lua
Que despida, aparece nua
Para contemplar o mar

O mar, a lua, eu e você
Eu você, o mar e a lua
O mar, você, a lua e eu
A lua, o mar, eu e você
Tudo misturado numa coisa só
O mar é uma onda.

                                   Ilton Soares
***
Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar

 Imagens: Internet

segunda-feira, 12 de março de 2012

Águas que ainda rolam

"Águas de Março" fecha o verão de 2012 completando 40 anos; nova geração da MPB faz releitura da canção

Dolores Orosco
Do UOL, em São Paulo
Em maio de 1972, o jornal "O Pasquim" chegava às bancas com um encarte especial, que trazia um compacto com duas canções. Mais do que agradar aos leitores, o disquinho marcaria para sempre a música brasileira. Era no lado A que estava “Águas de Março”, pela primeira vez apresentada ao público.
Mas foi dois meses antes desse discreto lançamento, há exatos 40 anos, que começou a história da composição de Tom Jobim (1927-1994). Uma música que se tornaria clássico tardio da Bossa Nova e até hoje famosa mundialmente.
Por recomendação médica, em março de 1972 Jobim passava o fim do verão buscando o ar puro do campo, no sítio da família em São José do Vale do Rio Preto, região serrana do Rio. O cenário bucólico inspirou os esboços de “Matita Perê” – álbum lançado um ano depois, com “Águas de Março” encabeçando a lista de oito músicas.
“Naquele tempo meu pai tinha decidido parar de beber e fumar, depois de levar uma dura do médico”, recorda o músico Paulo Jobim, filho de Tom. “Acho que até na letra da música ele revelou um pouco da angústia e do medo da morte”.
Fonte: uol ENTRETENIMENTO Música
Matéria completa no link: http://musica.uol.com.br/ultnot/2012/03/09/aguas-de-marco-fecha-o-verao-2012-completando-40-anos-nova-geracao-da-mpb-faz-releitura-da-cancao.jhtm

sábado, 10 de março de 2012

Dá-lhe, Morrissey!

Morrissey critica príncipe e põe banda para tocar de sunga no Rio

Ex-líder do The Smiths deixou boa parte dos hits mais batidos fora do setlist, mas empolgou público na Lapa em 1h30 de show

A porta da Fundição Progesso, na Lapa, talvez a zona que mais concentra eventos alternativos no Rio de Janeiro, remetia aos tempos áureos da boate Bunker, em Copacabana, quando o público roqueiro que dançava ao som das carrapetas de Edinho e Wilson Power se misturava ao das casas GLS que ficavam ao lado. Figuras das mais estranhas às mais normais, de cabelos grisalhos ou nem tanto, viram o ex-líder do "The Smiths", Steven Patrick Morrissey, ou apenas Morrissey, subir ao palco na noite desta sexta-feira (09) ao lado de uma turma de marmanjos usando somente sungas amarelas e um personagem de guitarra em punho, vestido azul brilhante e peruca ruiva. Em 1h30 de apresentação, ele destilou alguns dos clássicos mais importantes de sua carreira solo e também da antiga banda, mas deixou diversos deles fora do setlist, o que fez com que boa parte da plateia demorasse a entender que o show havia acabado. "Bigmouth Strikes Again", "This Charming Man", "Suedehead" e outros hits manjados foram colocados de lado pelo inglês, que não hesitou em criticar o membro da família real britânica que desembarcou no Rio de Janeiro. "Vocês sabem que o príncipe Harry está aqui", começou a discursar o cantor, já ouvindo uma sonora vaia, que se transformaria em aplausos rapidamente. "Ele veio pegar o dinheiro de vocês. Por favor não dêem a ele", em referência a um dos objetivos da visita que é captar investidores para a Olimpíada de Londres, em julho e agosto deste ano.

Fonte: iG - último segundo

Matéria completa no link: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/morrissey-critica-principe-e-poe-banda-para-tocar-de-sunga-no-ri/n1597678253135.html

É sempre bom lembrar...

"Os cães ladram e a caravana passa..."
***

Outra...


“Toda geração de músicos vive o mesmo ciclo: começa xingando os pais, depois xinga os professores, depois o sistema e por fim a si mesma. Quando não tem mais quem xingar, acaba falando de amor.” Erasmo Carlos