Os embalos de sábado à noite aqui na
cidade de Ceará-Mirim estão cada vez mais ecléticos. Ganha todo mundo que curte
a boa música. Sábado passado, dia 20, tive o prazer de, numa dessas opções de
“som de barzinho”, assistir a um encontro memorável, de dois músicos
fantásticos. Reinaldo Azevêdo (com sua Banda Anos 60) e Giancarlo Vieira, deram
um show com baladas estradeiras, no Dom Oscar Pizzaria. A foto que ilustra esse pequeno texto registra o momento
em que cantavam “Who’ll Stop The Rain”, do Creedence Clearwater Revival. Uma
viagem. E lá no meu canto, eu gritava o refrão deles: “quem parará a chuva?”
Não aquela chuva vinda do céu, abençoada, providencial, mas a chuva de
hipocrisia que cai em abundância por aqui e em todo país. Só mesmo o bom e
velho rock and roll pra nos salvar dessa enxurrada. Abaixo as “baratinhas”
sonoras com suas promessas demais... e banais. Viva o som das garagens, das
cavernas e dos porões. Obrigado amigo Paulinho, D. Rosana e Lia por
participarem comigo desse “momento lindo”. Obrigado Giancarlo, Reinaldo, Márcio
Orlando De Souza, componentes da Banda Anos 60, Dom Oscar e todos que ali se
fizeram presentes. Vocês me tiraram de um grande marasmo e descrença no amanhã.
Então vida longa ao Rock, ao Reggae, a MPB... E viva o som de todas as tribos
honestas! (Eliel Silva - Setembro/2014)
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Do Face II
MERECE UM CASCUDO!
Há tempos se observa uma grande ausência por parte dos nossos estudantes na Biblioteca Pública Municipal Dr. José Pacheco Dantas. Reflexo das facilidades da internet. A coisa é tanta que, como funcionário daquela casa, no dia que aparece alguém para fazer uma pesquisa, ou mesmo estudar para um concurso ou coisa assim, é motivo de alegria para mim, e creio que para os demais funcionários. Essa noite, por exemplo, apareceram por lá duas jovens, querendo fazer uma pesquisa. Motivo para eu me alegrar, afinal, aquela casa de novo estava sendo lembrada, e nós estaríamos sendo bastante úteis, como nos velhos tempos. Mas de cara fiquei chocado com a pergunta de uma das estudantes: “aqui tem livro sobre CANÁRIO CASCUDO?” Não me desesperei, nem me dei ao trabalho de recorrer ao Google. Logo entendi que se tratava do folclorista potiguar, e mais que popular, Câmara Cascudo. Fiz pra ela a correção e tratei de pegar um livro de biografias de personalidades do nosso Estado. Curioso, quis saber onde elas estudavam, e qual o ano escolar. A escola, claro, não vou dizer, mas o Ano Escolar sim: 4º Ano do Ensino Fundamental. Observei, estupefato, que, enquanto uma “copiava” os dados do pesquisado, a outra mocinha se preocupava em atender o telefone que não parava de tocar. Sem querer, percebi também pela conversa que a pessoa no outro lado da linha se tratava do seu namorado que, ante encantamento da moça, e gorjeio que fazia ao celular, devia ser um curió. (Eliel Silva - setembro/2014)
Há tempos se observa uma grande ausência por parte dos nossos estudantes na Biblioteca Pública Municipal Dr. José Pacheco Dantas. Reflexo das facilidades da internet. A coisa é tanta que, como funcionário daquela casa, no dia que aparece alguém para fazer uma pesquisa, ou mesmo estudar para um concurso ou coisa assim, é motivo de alegria para mim, e creio que para os demais funcionários. Essa noite, por exemplo, apareceram por lá duas jovens, querendo fazer uma pesquisa. Motivo para eu me alegrar, afinal, aquela casa de novo estava sendo lembrada, e nós estaríamos sendo bastante úteis, como nos velhos tempos. Mas de cara fiquei chocado com a pergunta de uma das estudantes: “aqui tem livro sobre CANÁRIO CASCUDO?” Não me desesperei, nem me dei ao trabalho de recorrer ao Google. Logo entendi que se tratava do folclorista potiguar, e mais que popular, Câmara Cascudo. Fiz pra ela a correção e tratei de pegar um livro de biografias de personalidades do nosso Estado. Curioso, quis saber onde elas estudavam, e qual o ano escolar. A escola, claro, não vou dizer, mas o Ano Escolar sim: 4º Ano do Ensino Fundamental. Observei, estupefato, que, enquanto uma “copiava” os dados do pesquisado, a outra mocinha se preocupava em atender o telefone que não parava de tocar. Sem querer, percebi também pela conversa que a pessoa no outro lado da linha se tratava do seu namorado que, ante encantamento da moça, e gorjeio que fazia ao celular, devia ser um curió. (Eliel Silva - setembro/2014)
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