Hoje pela manhã eu estava no escritório da operadora da minha internet, aguardando a minha vez de ser atendido, e fiquei passeando pelo Facebook, no celular, para ver besteiras, como as que escrevo. Chegou uma senhora, daquelas bem decidida e foi logo se adiantando, ignorando o casal que estava sendo atendido e a mim, que estava sentado num canto, quieto e cabisbaixo. Ela foi logo solicitando o carnê com as faturas. A atendente viu que a mulher era tarja preta e nem questionou. Solicitou o CPF dela e passou a fazer dois serviços ao mesmo tempo. Nesse ínterim, na televisão falavam sobre os jogos da copa. Pronto. A mulher olhou pra mim e perguntou o que eu achava da Seleção Brasileira. Pra cortar o barato dela, eu fui sincero e taxativo: "não estou confiante, não. E pra ser sincero, eu nem assisti ao jogo. Adormeci." Nem quis falar que na verdade eu estava era de porre. Vai que ela me condenava de vez. Mas foi só um pé para ela abrir o verbo. Desceu o cacete nos jogadores. Ela entendia da coisa! E veio mais falar comigo sobre a situação do Palmeiras. Ora, eu que de palmeiras só tenho notícias das Imperiais, da praça da Intendência, tal o meu grau de entrosamento com o futebol, só fazia balançar a cabeça, feito lagartixa. Concordando com tudo que ela falava. Daí ela resolveu me perguntar o que eu tinha ido resolver. Pra me livrar do assunto do futebol, já que a minha bola anda muito murcha ultimamente, falei a verdade. Tive que entrar na minha vida pessoal, razão que me levou até o escritório. Pronto. A mulher virou psicóloga. Foi me aconselhar. Só faltou me dar um banho de sal grosso. Felizmente, como num passe de mágica, a moça atendente desencravou o carnê da mulher, ela pegou, se despediu de mim, me desejou boa sorte, e foi embora. Me livrei de uma penalidade. Mas saí de lá meio brocoxó. Acho que foi olhado. Aff Tempos difíceis, esses.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Quando Você me esquecer de verdade, que seja pra valer! Por
favor, não me envie recado através do seu pássaro preto. Não me peça pra tocar
no rádio aquela canção dolente. Ela não foi composta pra nós dois. Já existia Há
décadas atrás. Quando você me esquecer, apenas lembre do que tentamos
construir. Você aí e eu aqui. Foi um sonho? Não sei. Mas aconteceu. E o mundo
não parou. Fui eu que estacionei. Mas vou religar o motor.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Ceará-Mirim, 15 de fevereiro de 2026
Por que será?!
Domingo de pleno carnaval. Eu não caí na folia. O que nem é mais novidade. Mas hoje teve um "quê" de mistério. Não bebi nada (amanhã, não se sabe!). Me recolhi, mas não fiz retiro. Agora há pouco fui a missa das 16 horas. Como fazia nos meus tempos de menino. Estava curioso para ver a performance dos novos sacerdotes. Gostei do que vi. Agora eu já não tenho mais aquela euforia de antes. Coisa da idade, talvez. Ou mesmo, mudança de hábito. E fiquei por demais satisfeito ao ser anunciado que agora o Santuário da Imaculada terá missa também na segunda-feira, como tinha antigamente. Eu que sou devoto da "segunda-feira das almas" fiquei foi feliz. Bom, seja como for, me senti satisfeito. E arrisco a dizer que, pelo menos por instantes, "baixou o santo" em mim! Amém. Aleluia.
sábado, 17 de janeiro de 2026
"É tão estranho, os bons morrem jovens.
Assim parece ser quando me lembro de você
que acabou indo embora cedo demais..."
(Renato Russo)
Há exatos vinte anos o baixista dos Formigões, do Alma de Borracha e de tantos outros grupos, e o preferido de muitos artistas da música cearamirinense, nos deixava. David, o músico que não fazia cara feia quando convidado pra tocar, e tocava pra todo mundo. Nas Igrejas, nos clubes, nos bares, nos quintais. Ele era assim...
David Faustino de Lima nasceu no dia 26/09/1953. Filho de José Faustino de Lima e Maria Raimunda Tomaz de Souza. Natural da cidade de Eduardo Gomes (Parnamirim), veio para Ceará-Mirim no início da década de 1970, quando seu pai, pastor da Assembléia de Deus, foi transferido para essa cidade. Em 1974, conheceu Conceição Barros e passaram a namorar. Dois anos depois se casaram e dessa união nasceram seus filhos Fabiano Barros, Alanny Barros e Luciana Barros. David, que sempre demonstrou ser um apaixonado por música, mesmo depois do fim do grupo Os Formigões continuou tocando por todos esses anos para qualquer grupo ou pessoa que lhe procurasse. Não fazia cara feia, não fazia charme – prática comum no cenário musical. Com o seu contrabaixo, instrumento que dominava tão bem, estava sempre disposto a tocar: fosse num bar, num clube ou mesmo numa igreja. Sua dedicação era sempre a mesma. Um dos grupos em que ele mais se identificou foi sem dúvida a banda Alma de Borracha, onde tocou até dezembro de 2005, sempre se sentindo em casa. E nesse seu último dezembro, por ocasião da festa da padroeira, para confirmar o seu senso de humor, vou fazer um pequeno comentário a respeito de um episódio que nos sucedeu: estávamos tocando em um quintal, num palco improvisado, com um equipamento de som precário. David, com o seu inseparável e infalível contrabaixo, olhava pra gente, fazia uma careta e caía na gargalhada. Quando ele se emocionava era como um Grande Otelo: chorava e sorria quase ao mesmo tempo. Uma maravilha singular!
Contrariando os meus princípios de não querer invadir a praia de ninguém, naquele janeiro do ano seguinte, eu estava disposto a passar um dia com o velho amigo em Jacumã, onde ele costumava passar o veraneio. E já imaginava como seria aquele dia de sol, a gente biritando e tocando violão... Tarde demais! Já era inverno em nossos corações! No meu trabalho, naquele dia 17 de janeiro de 2006, recebi um recado de sua esposa avisando que ele havia passado mal e assim, após ter sido atendido no hospital de Ceará-Mirim, teria sido encaminhado para Natal. Sinceramente, eu gelei! Mesmo sem querer admitir, senti naquele momento que seria o fim. É que eu já vinha temendo aquele momento há algum tempo, pelo que eu observava em seu estado de saúde. Saí do trabalho, fui pra casa e à noite me veio a notícia que eu não queria ouvir. Sua filha Luciana me ligou para comunicar o seu falecimento. Nessa nossa história tão real, David, ao contrário daquele personagem bíblico, não foi astuto o suficiente para vencer o gigante, e foi vencido. Fiquei com a árdua tarefa de ligar para cada um dos componentes da banda Alma de Borracha e comunicar o fato. Com a morte de David, o sonho de banda definitivamente ficou sem sentido. A gente até tentou seguir em frente, o que até seria uma forma de homenageá-lo. Ledo engano! Só mesmo a presença do nosso rei David para apaziguar as coisas e acalmar os ânimos exaltados desses caras que teimam em brincar de músicos. É John Lennon, por aqui também, “o sonho acabou!”
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Uma tarde no deserto das almas... (Penadas ou não)
Você sai por aí, meio que sem destino. Mas sabendo para onde vai. Só que num milésimo de segundo tudo pode mudar no seu caminhar. Então você se encontra com um amigo, pensamento e agir parecido com o seu. E o papo vai... Mas aparece a patroa, por acaso, feito rádio patrulha. E o papo se encerra e você segue em frente com ela. Mas na segunda esquina, sem precisar de despacho, vocês seguem rumos opostos. É a vida. E lá no seu destino, no casulo, aquele paraíso perdido, eis que aparecem aquelas velhas senhoras do assentamento em busca da sua promessa, a sua proposta. Não a da terra prometida. Essa ficou no Antigo Testamento. Mas de um material reciclável que elas vendem e assim seguem se mantendo. O vinho está na sua cabeça, mas você se lembra que o próprio Jesus já fez milagre assim. Bom, a tarde segue despencando no abismo do tempo. Quisera eu ser uma andorinha e só revoar esse espaço, à luz crepuscular. Mas sou humano. Feio e chato.
Voltou pra casa. Na vitrola, um velho profeta de voz anasalada se põe a cantar. Amanhã por aqui vai ser feriado. Em outros tempos, para mim seria um grande acontecimento. Mas hoje o amanhã será apenas segunda-feira. Fazer o que?! "Está tudo acabado, negro amor!"
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