Peninha. O compositor de "Sonhos" e de tantas outras canções. Muitas delas se tornaram conhecidas nas vozes de outros intérpretes. Ele é, sem sombra de dúvida, um grande criador de canções inesquecíveis. Mas eu tenho uma admiração tamanha por essa canção primeira: "Sonhos". Por sinal, foi com essa música que ele abriu o show de ontem no Teatro Riachuelo, no projeto Seis e Meia.
"Sonhos" tem uma letra que transcende qualquer realidade possível em se tratando de um caso de amor perdido. O refrão é muito forte: "mas não tem revolta, não. Eu só quero que você se encontre... Ter saudade até que é bom." Tem o complemento do "miolo" do refrão: "É melhor que caminhar vazio, a esperança é um dom que eu tenho em mim. Eu tenho sim. Não tem desespero, não, você me ensinou milhões de coisas, tenho um sonho em minhas mãos..." E o que dizer dessa sentença, no final? "Amanhã será um novo dia, certamente eu vou ser mais feliz!" É um fora, sim, mas um fora pra cima! Sinceramente, em toda minha vida de apreciador da Música Popular Brasileira, e a música estrangeira também, confesso que nunca vi numa letra de música algo assim, tão positivo, tão pra cima, mesmo se tratando de uma canção de um fim de caso. Bem melhor que qualquer livro de auto ajuda. E isso, numa letra que foi escrita ainda na década de 1970. Aí é bem possível que o leitor dessa minha crônica pode pensar, e até comentar aqui, e com toda razão: “Ah! Eram outros tempos!” E eram mesmo!
Salve, Peninha! Autor dessa e de tantas outras pérolas.




