Estamos a menos de um mês do maior evento de rock realizado aqui na cidade de Ceará-Mirim, o já tradicional Tributo a Raul Seixas. E como canta outro ícone da nossa música, "eu me lembro com saudade o tempo que passou!" Não estou me queixando, e nem sou contra o progresso, a evolução, mas hoje me dói ver que aquele grupo de outrora, tão coeso, hoje está esfacelado. Sinto falta da garra e dedicação dos músicos da extinta banda Alma de Borracha, como também daqueles caras de um grupo que veio depois, exatamente devido a ausência de empolgação dos músicos da banda anterior. E eis que, em meio ao caos, surgem Os Dinossauros do Rock. Convém lembrar que em ambos os grupos, diga-se de passagem, eu e o amigo Ionaldo estivemos presentes, assim, funcionando como o coração da coisa, modéstia à parte. Lamento muito o afastamento do professor Ionaldo Oliveira desse nosso sonho, nosso projeto. Entendo as razões dele, mas isso, pelo menos em mim, deixou uma grande frustração. Porque mesmo com todas as nossas limitações, nos dedicávamos pra valer quando na realização de eventos como esse. A escolha do repertório, a entrega dos músicos nas audições das músicas e nos ensaios, praticamente copiando os arranjos originais do disco. Tudo isso hoje me faz falta. E eu já cheguei aos 63. Não sei se futuramente ainda terei o vigor de seguir tocando. E sem essa gente isso se torna quase que impossível para mim. Mas, como se diz no popular: onde foi casa, é tapera! Vou continuar prestigiando o som que virá! Parafraseando o cantor Belchior: "o novo sempre vem!"
E Toca Raul!
Rezemos!




